O que é a planta Kalanchoe e por que ela é tão popular
Quando comecei a cultivar Kalanchoe, entendi por que ela aparece em praticamente todas as floriculturas: é uma planta resistente, acessível e cheia de cores. Antes de aprender a cuidar dela do jeito certo, eu mesmo achava que fosse uma plantinha simples de decoração. Mas, entendendo sua origem e comportamento, descobri detalhes que transformaram meus resultados.
Antes de seguir, preparei um vídeo com o resumo deste artigo. Se você quer entender rapidamente as diferenças entre Kalanchoe e Calandiva e descobrir o cuidado que faz elas florirem novamente, dê o play abaixo e confira os principais pontos que aprendi na prática.
Origem e características da Kalanchoe

A Kalanchoe blossfeldiana é uma suculenta nativa de Madagascar, pertencente à família Crassulaceae. Eu sempre digo que essa origem explica muito sobre o comportamento dela: acostumada ao sol forte e à seca, desenvolveu folhas carnudas que armazenam água. Isso faz com que suporte pequenos descuidos de rega — algo que me ajudou muito nos primeiros cultivos.
Outro ponto que sempre me encanta é a floração. Pequenas, delicadas e intensas, as flores surgem em diversas cores, como vermelho, rosa, amarelo, laranja e branco. Além disso, duram semanas, garantindo um visual vibrante por bastante tempo.
Diferença entre Kalanchoe e Calanchoe

No Brasil, encontro com frequência as duas grafias: Kalanchoe e Calanchoe. A forma científica correta é com K, mas a popularização da versão com C fez com que ambas se tornassem comuns. E é importante dizer: as duas grafias se referem à mesma planta. Até mesmo o Google entende as variações como termos relacionados.
Ou seja, independentemente de como o nome aparece na etiqueta, você estará adquirindo a mesma espécie ornamental.
Por que se tornou uma das plantas mais vendidas no Brasil

A popularidade da Kalanchoe não me surpreende mais: ela une beleza, preço acessível e uma floração duradoura. Além disso, muita gente a conhece como “flor da fortuna”, associada a boas energias e prosperidade. Por isso, é comum vê-la em presentes, arranjos e composições decorativas.
Calandiva: a Kalanchoe de flores dobradas que encanta
Quando comecei a cultivar Calandiva, percebi que ela tinha um charme diferente das Kalanchoes tradicionais. As flores dobradas chamam atenção de longe e, quando bem cuidadas, deixam qualquer ambiente com um ar mais elegante. É uma daquelas plantas que sempre rende comentários quando alguém visita a minha casa.
O que diferencia a Calandiva da Kalanchoe comum

A Calandiva é um híbrido da Kalanchoe criado para produzir flores dobradas, que lembram pequenas rosas em miniatura. Essa característica sempre me impressionou, porque dá à planta um visual mais cheio, sofisticado e muito ornamental.
Diferente da Kalanchoe de flores simples, a Calandiva oferece um espetáculo mais volumoso e duradouro. Em casa, percebo que o ciclo de floração dela é realmente longo, mantendo os vasos bonitos por semanas. Não é à toa que se tornou tão procurada em floriculturas e lojas de decoração.
Variações de cores e formas mais procuradas

A Calandiva aparece em várias cores — branco, amarelo, rosa, vermelho e até tons alaranjados. Eu gosto de combiná-las de acordo com o ambiente, porque cada cor transmite uma sensação diferente. As mais vibrantes, como vermelho e amarelo, geralmente são as campeãs de venda, enquanto as tonalidades claras, como branco e rosa, criam composições mais delicadas.
Como escolher a melhor muda para cultivar em casa
Na hora de escolher uma Calandiva, sempre prefiro vasos com botões ainda fechados. Isso faz toda a diferença porque garante que a floração dure muito mais dentro de casa. Também observo se as folhas estão firmes, verdes e sem manchas — sinais de que a planta está saudável. E sempre evito mudas com pragas ou folhas moles, que indicam problemas no cultivo.
Tipos de Kalanchoe mais cultivados
Quando comecei a explorar o universo das Kalanchoes, percebi que existem várias espécies, mas algumas realmente se destacam no cultivo doméstico. Cada uma tem seu charme e particularidades, e ao longo do tempo fui entendendo quais funcionam melhor para diferentes estilos de decoração e níveis de experiência.
Kalanchoe blossfeldiana

A Kalanchoe blossfeldiana é a espécie mais conhecida e vendida no Brasil. Eu vejo essa variedade em praticamente todas as floriculturas, com flores simples e uma diversidade enorme de cores. É também uma das mais resistentes que já cultivei, o que explica seu sucesso entre iniciantes.
No meu dia a dia, percebo como ela responde bem quando recebe luz suficiente e regas moderadas. Além disso, costuma ter um preço acessível, o que facilita muito para quem quer começar uma coleção.
Calandiva (flores dobradas)

A Calandiva é uma versão híbrida da Kalanchoe que conquistou meu coração logo na primeira vez que vi. As flores dobradas têm um visual tão cheio e elegante que se destacam em qualquer ambiente.
Embora o cuidado básico seja praticamente o mesmo da blossfeldiana, a Calandiva costuma durar mais tempo florida, e isso faz toda a diferença na decoração. Ela também pode ser um pouco mais cara, mas sempre acho que o investimento vale a pena pela delicadeza e volume das flores.
Outras variedades no Brasil

Além das versões mais populares, também existem espécies menos comuns por aqui, como a Kalanchoe pinnata, muito conhecida pelo uso medicinal. Apesar de interessante, ela não aparece com tanta frequência em projetos ornamentais. Para quem busca beleza e praticidade, a blossfeldiana e a Calandiva continuam sendo as melhores escolhas.
Como cuidar de Kalanchoe e Calandiva no dia a dia
Com o tempo, percebi que cuidar de Kalanchoe e Calandiva é simples, mas alguns detalhes fazem toda a diferença na floração. Quando ajustei luz, rega e substrato do jeito certo, minhas plantas começaram a responder muito melhor. Aqui estão os cuidados que funcionam pra mim no dia a dia.
Iluminação ideal
A Kalanchoe e a Calandiva precisam de bastante luz para florescer bem. Aqui em casa, deixo sempre perto de janelas iluminadas ou na varanda, onde recebem sol indireto forte. Elas até toleram meia-sombra, mas quanto mais luz recebem, mais chances têm de florir de novo.
Sempre percebo que quando ficam em locais escuros, o ciclo de floração diminui e as plantas perdem o vigor. Por isso, dentro de casa, mantenho sempre em um ponto bem próximo à luz natural.
Rega correta

Assim como toda suculenta, Kalanchoe e Calandiva não toleram excesso de água. No começo, eu mesmo exagerei na rega e perdi algumas mudas por apodrecimento das raízes. Hoje, sigo uma regra simples que deu muito certo: só rego quando o solo está completamente seco ao toque.
O excesso de água é o principal causador de problemas, por isso faço regas moderadas e nunca deixo água acumulada no pratinho.
Solo e adubação
Por serem suculentas, elas precisam de um solo que drene bem. A mistura que sempre funciona comigo é terra vegetal com areia grossa e um pouco de matéria orgânica. Isso evita que a água fique retida nas raízes e imita o ambiente natural delas em regiões áridas.
Na adubação, costumo reforçar uma vez por mês com fertilizantes ricos em fósforo, que estimulam a floração. E a cada nova estação, dou uma adubada extra para manter a planta forte.
Poda e manutenção

A poda dessas plantas é simples, e sempre faço para mantê-las bonitas e florindo. Retiro flores secas e folhas amareladas, o que estimula novos brotos. Também faço uma poda leve nas hastes quando quero deixar o vaso mais compacto.
Além de melhorar o visual, essa manutenção ajuda a planta a direcionar energia para as próximas florações.
Dicas para prolongar a floração da Kalanchoe e da Calandiva
Depois que comecei a observar melhor o comportamento das minhas plantas, percebi que pequenos ajustes no cultivo fazem a floração durar muito mais. A Kalanchoe e a Calandiva respondem muito bem a alguns cuidados simples, e quando aplico essas técnicas, o vaso fica florido por semanas.

Frequência de adubação durante a floração
Durante a floração, costumo reforçar a adubação a cada 15 dias, sempre usando fertilizantes específicos para flores. Isso ajuda muito a manter as cores vivas e prolongar o período florido.
Mas aprendi do jeito difícil que excesso de adubo prejudica. Então sempre sigo exatamente a dose recomendada pelo fabricante para evitar que a planta absorva nutrientes demais e comprometa o desenvolvimento.
Técnicas para estimular flores mais duradouras

Depois que a primeira floração termina, reduzo um pouco as regas e deixo a planta em um ambiente mais fresco por algumas semanas. Esse intervalo funciona como um “descanso”, e percebo que ele estimula o surgimento de novos botões com mais vigor.
Com esse manejo simples e um pouco de paciência, consigo várias florações ao longo do ano, mantendo o vaso sempre bonito.
O que fazer quando as flores murcham
Quando as flores começam a secar, retiro todas as hastes floridas. É um cuidado rápido, mas essencial. Depois, faço uma adubação leve e deixo a planta em um local bem iluminado. Em pouco tempo, novos brotos começam a aparecer — um processo totalmente natural no ciclo da Kalanchoe e da Calandiva.
Problemas comuns e como resolver
Ao longo do tempo cultivando Kalanchoe e Calandiva, percebi que alguns problemas aparecem com mais frequência. A boa notícia é que, quando a gente entende a causa, a solução geralmente é simples e rápida.

Folhas amareladas
O amarelamento das folhas é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem — e, na maioria das vezes, descobri que o motivo é excesso de água. Como essas plantas são suculentas, acumulam umidade nas folhas e não suportam solo encharcado.
Quando isso acontece, reduzo as regas, deixo o substrato secar completamente e reforço a adubação para repor nutrientes. Se o problema continuar, sempre verifico a drenagem do vaso e tiro qualquer água acumulada no pratinho.
Pragas que mais atacam

Cochonilhas e pulgões são as pragas que mais encontro nas minhas Kalanchoes e Calandivas. Eles se instalam nas folhas e sugam a seiva, enfraquecendo a planta e deixando um aspecto pegajoso.
Quando percebo os primeiros sinais, trato com óleo de neem ou calda de sabão neutro. Esses métodos naturais sempre funcionam muito bem para mim e são seguros para usar dentro de casa.
Planta não floresce
A falta de floração quase sempre está relacionada à pouca luz. Já notei várias vezes que, quando deixo a planta em ambientes muito sombreados, ela simplesmente não produz botões. Essas suculentas precisam de luminosidade intensa para ativar o processo de floração.
Outro ponto é o excesso de adubo, que faz a planta investir energia em folhas e não em flores. Por isso, sigo sempre a adubação equilibrada e mantenho a planta próxima à luz natural.
Curiosidades sobre Kalanchoe e Calandiva
Com o convívio diário dessas plantas, acabei descobrindo algumas curiosidades que tornam a Kalanchoe e a Calandiva ainda mais especiais. Além da beleza e da resistência, elas carregam significados e histórias que sempre chamam a atenção de quem visita minha casa.

Significado como presente
Muita gente não sabe, mas a Kalanchoe é conhecida como “flor da fortuna”. Eu mesmo já presenteei várias pessoas com ela, porque simboliza prosperidade, felicidade e boas energias. Por isso, é uma escolha muito comum para comemorações, inaugurações e gestos de carinho.
Esse significado emocional faz com que a planta seja ainda mais valorizada, especialmente quando está florida.
Nome científico e classificações

O nome científico oficial é Kalanchoe blossfeldiana, pertencente à família Crassulaceae. Já a Calandiva é um híbrido criado comercialmente, reconhecido como uma variação da mesma espécie por produtores e floriculturas.
Mesmo não sendo um nome botânico formal, “Calandiva” se popularizou tanto que se tornou parte do vocabulário de quem cultiva plantas.
Lendas e simbolismo
Em algumas culturas, a Kalanchoe é associada à sorte, proteção e fortalecimento espiritual. Essa simbologia sempre me chamou atenção porque revela como a planta vai além da estética, carregando um valor afetivo que atravessa gerações.
Para muitas pessoas — e para mim também — ter uma Kalanchoe em casa é sinônimo de boas vibrações.
Checklist prático de cuidados com Kalanchoe e Calandiva
- Iluminação abundante, preferencialmente luz indireta
- Rega somente quando o solo estiver seco
- Substrato leve e bem drenado
- Adubação mensal com fertilizante para flores
- Poda regular de flores e folhas secas
- Atenção ao surgimento de pragas
FAQs – Kalanchoe e Calandiva
Como regar Kalanchoe e Calandiva corretamente?

O ideal é regar Kalanchoe e Calandiva apenas quando o solo estiver seco ao toque. Por serem suculentas, acumulam água nas folhas e não suportam excesso de umidade. O encharcamento pode causar apodrecimento das raízes, por isso sempre verifique a terra antes de regar e evite deixar água acumulada no pratinho.
Qual a iluminação ideal para Kalanchoe e Calandiva?

Essas plantas se desenvolvem melhor em locais com bastante luminosidade natural. O ideal é que recebam de 6 a 8 horas de luz indireta por dia. A exposição direta ao sol da manhã é benéfica, mas o sol forte da tarde pode queimar as folhas. Em ambientes internos, coloque os vasos próximos a janelas bem iluminadas.
Como estimular nova floração em Kalanchoe e Calandiva?

Para induzir uma nova floração, é importante proporcionar noites longas e escuras por algumas semanas. Esse período de descanso, combinado com regas moderadas e adubação equilibrada, faz com que a planta acumule energia para produzir novos botões florais. Assim, a Kalanchoe e a Calandiva podem florescer várias vezes ao ano.
Com que frequência devo adubar Kalanchoe e Calandiva?

Durante a primavera e o verão, é indicado adubar a cada 30 dias com fertilizante rico em fósforo e potássio, que estimulam a floração. No outono e inverno, quando a planta entra em fase de repouso, a adubação pode ser suspensa. Esse cuidado mantém as flores mais duradouras e garante um crescimento saudável.
Kalanchoe e Calandiva são tóxicas para animais de estimação?

Sim, todas as plantas do gênero Kalanchoe, incluindo a Calandiva, são consideradas tóxicas para cães e gatos. A ingestão pode causar sintomas como vômito, diarreia e fraqueza. Por isso, mantenha os vasos fora do alcance dos pets para evitar acidentes.
Qual a diferença entre Calandiva e Kalanchoe?

A Kalanchoe possui flores simples, geralmente com quatro pétalas, enquanto a Calandiva é uma variedade híbrida que apresenta flores dobradas, cheias de pétalas sobrepostas, lembrando pequenas rosas. Ambas pertencem à mesma família, mas a Calandiva é cultivada justamente pela floração mais volumosa e ornamental.
Como cuidar de Kalanchoe?

Para cuidar de uma Kalanchoe, mantenha-a em local bem iluminado, com luz solar indireta, regando apenas quando o solo estiver seco. Essa suculenta precisa de substrato leve e bem drenado e deve ser adubada mensalmente durante a primavera e o verão para estimular novas florações.
Qual é o outro nome da Kalanchoe?

A Kalanchoe também é conhecida como “flor da fortuna”. Esse nome popular está ligado ao simbolismo da planta, que representa prosperidade, sorte e boas energias, sendo bastante usada para presentear.
Qual é a flor Calandiva?

A Calandiva é uma variedade da Kalanchoe que se destaca pelas flores dobradas, com várias pétalas em camadas, formando cachos volumosos e coloridos. É muito usada em arranjos e vasos decorativos devido à sua beleza ornamental e durabilidade.
A Calandiva pode ficar no sol?

Sim, a Calandiva pode receber sol, especialmente o da manhã. Porém, deve-se evitar a exposição ao sol forte da tarde, que pode queimar suas folhas e flores. O ideal é cultivá-la em local com luz indireta abundante ou meia-sombra.
Qual o significado da flor Kalanchoe amarela?

A Kalanchoe amarela simboliza alegria, vitalidade e prosperidade. Suas flores são associadas a boas energias e renovação, sendo muito utilizadas para decorar ambientes e como presentes em momentos especiais.
Para que serve a flor Kalanchoe?

A Kalanchoe é cultivada principalmente como planta ornamental, trazendo beleza e cor para jardins e interiores. Algumas espécies também são usadas na medicina popular, mas o uso medicinal deve ser feito com cautela, já que a planta é tóxica se ingerida por animais e humanos.
Quanto tempo dura a flor da Kalanchoe?

A floração da Kalanchoe pode durar de seis a oito semanas, dependendo dos cuidados. Regas moderadas, iluminação adequada e adubação equilibrada ajudam a prolongar o tempo das flores e estimular novas florações ao longo do ano.
Flores que Inspiram Mais do que Beleza

Cuidar de uma Kalanchoe ou Calandiva sempre me lembra que pequenos gestos podem florescer em algo muito maior. Essas plantas renovam o ambiente, enchem a casa de cor e trazem uma sensação de leveza que só quem cultiva conhece. Acompanhar o surgimento dos botões e ver cada flor se abrindo é como assistir a um pequeno milagre se repetindo várias vezes ao ano.
Com poucos minutos de cuidado por semana, você cria um espaço vivo, cheio de energia e significado. Cada nova floração é uma recompensa e também um convite para continuar cultivando momentos especiais dentro de casa.
Se quiser conhecer outras espécies encantadoras e descobrir como transformar sua casa em um jardim cheio de vida, te convido a explorar o nosso Guia Completo das Plantas Ornamentais. Lá você encontra inspirações, técnicas e orientações para aprofundar ainda mais sua jornada na jardinagem.
Alcino Drehmer é criador do blog Cultivar Jardinagem e jardineiro com anos de experiência prática no cuidado de plantas, jardins e projetos paisagísticos. Após atuar por muito tempo como profissional autônomo, decidiu se dedicar totalmente à missão de compartilhar seu conhecimento com quem deseja aprender a cuidar melhor das plantas e transformar espaços verdes com simplicidade e carinho. Hoje, escreve para o blog dividindo tudo o que aprendeu na prática — com dicas, orientações e ideias acessíveis para todos os níveis de conhecimento. 🌿






