Eu sempre achei que a espadinha de São Jorge fosse “indestrutível”.
Plantei, coloquei num cantinho lindo da casa, esqueci da coitada e… surpresa: em pouco tempo as folhas começaram a amarelar, ficar moles e sem graça.
Foi aí que caiu a ficha: não era a planta que “não ia com a minha cara”.
Eu é que estava cuidando mal da espadinha de São Jorge. Hoje eu conto esse erro porque, se eu fiz besteira, muita gente deve estar fazendo também. 🌱
O que é a espadinha de São Jorge e por que ela me fisgou

A espadinha de São Jorge é como se fosse a “versão compacta” da espada tradicional: folhas mais baixas, formato parecido, aquele ar de planta firme e elegante, só que perfeita para vaso, aparador, banheiro pequeno, criado-mudo…
Eu me apaixonei justamente por isso: a espadinha de São Jorge mini cabe em qualquer cantinho e combina com vários estilos de decoração. Existem variações com bordas amareladas, mais claras ou manchadinhas, que muita gente chama de espadinha de São Jorge amarela ou variegata.
Ela continua sendo uma sanseviéria, super resistente, boa para quem não tem muito tempo.
Mas, como eu aprendi do jeito difícil, resistente não quer dizer que aguenta qualquer coisa.
O erro que quase acabou com a minha espadinha de São Jorge

O grande erro que eu cometi com a espadinha de São Jorge foi achar que ela precisava de “carinho em forma de água”.
Ou seja: eu regava demais.
Eu via aquele vasinho compacto, pensava “nossa, deve secar super rápido” e já tacava água de novo.
Resultado: o substrato vivia encharcado, as raízes começaram a apodrecer, as folhas ficaram moles na base e algumas tombaram.
Na época eu ainda pensava assim:
“Mas eu estou cuidando tanto da minha espadinha, por que ela não vai pra frente?”
Só depois de observar com calma eu percebi que:
- o vaso não tinha drenagem tão boa
- o substrato estava pesado demais
- eu não respeitava o tempo de secagem do solo
Quando eu corrigi isso, a espadinha de São Jorge literalmente “ressuscitou”. Voltou a brotar, engrossar a touceira e encher o vaso de novo.
Como cuidar da espadinha de São Jorge no dia a dia (o que eu faço hoje)

Hoje, quando alguém me pergunta como cuidar da espadinha de São Jorge, eu resumo assim: ela aguenta um pouco de descuido, mas não aguenta exagero. O que salvou a minha foi organizar os cuidados em quatro pontos simples: luz, rega, substrato e vaso.
Na prática, eu deixo a espadinha de São Jorge sempre em lugar claro, com bastante luz indireta. Só rego quando o substrato está seco a dois dedos de profundidade. Uso uma mistura leve e bem drenante (terra, areia grossa e um pouco de matéria orgânica) e planto em vaso com furos grandes e camada de drenagem no fundo.
| 🌿 Ambiente | 🌞 Luz | 💧 Rega | 🌱 Dica rápida |
|---|---|---|---|
| Sala ou área interna bem iluminada | Muita claridade indireta, perto de janelas. | Quando o substrato estiver seco a dois dedos. | Ótimo lugar para a espadinha se recuperar de excessos. |
| Quarto ou cantinho de meia-sombra | Luz suave, sem ficar em canto escuro o tempo todo. | Intervalos mais longos, porque seca mais devagar. | Ideal para quem quer espadinha perto da cama sem muito trabalho. |
| Varanda coberta ou área externa protegida | Luz indireta forte; sol só bem de manhã ou fim de tarde. | Solo seca mais rápido, mas ainda sem exagerar na água. | Perfeita para formar touceiras cheias e fazer mudas depois. |
Depois de montar essa rotina, eu uso a tabela como check-list rápido: olho onde a minha espadinha de São Jorge está e ajusto luz e rega de acordo, sem repetir aquele erro de encharcar o vaso.
Quando fui ajustar também a parte de adubação e preparo do substrato, uma das referências que eu consultei foi uma publicação da Embrapa sobre nutrição e adubação de flores e plantas ornamentais, que reforça essa ideia de solo bem preparado e adubo usado com moderação.
No fim das contas, meu resumo de como cuidar da espadinha de São Jorge é: regar pouco e com intenção, garantir boa luz indireta, manter o substrato bem drenante, não enterrar demais o colo da planta e limpar as folhas de vez em quando para ela seguir firme e bonita.
Espadinha de São Jorge no quarto

Muita gente me pergunta sobre espadinha de São Jorge no quarto.
Eu gosto bastante, porque é uma planta compacta, limpa visualmente e combina com mesas de cabeceira.
Ela aguenta ambientes internos, desde que tenha um pouco de claridade natural.
Eu só evito colocar colada na janela que pega sol forte da tarde, para não queimar as folhas.
E a tal espadinha de São Jorge na água?

Sim, dá pra ter espadinha de São Jorge na água, mas eu trato isso quase como um “projeto decorativo temporário”.
As folhas podem ficar bonitas em vasos de vidro com água, mas eu sempre:
- troco a água com frequência
- deixo longe de sol direto
- observo se a base não está começando a apodrecer
Se eu perceber qualquer coisa estranha, eu volto a planta para o substrato.
Na água, eu vejo mais como um enfeite de curto prazo do que como cultivo principal.
Como plantar (ou replantar) a espadinha de São Jorge sem estressar a planta
Quando eu trouxe minha primeira espadinha de São Jorge pra casa, eu errei até no jeito de replantar. Hoje faço diferente: vou com calma.
Se você quer saber como plantar espadinha de São Jorge, esse é o passo a passo que funciona bem pra mim:
- Escolho um vaso com furos grandes no fundo.
- Faço a drenagem (camada de pedrinhas + um pedaço de manta ou tecido).
- Preencho com substrato drenante, sem compactar demais.
- Retiro a espadinha do pote original segurando pela base, nunca puxando só pelas folhas.
- Acomodo o torrão no novo vaso, completando com substrato em volta, sem enterrar demais a base.
- Dou uma rega leve para assentar a terra e deixo em local claro, sem sol forte direto nos primeiros dias.
No replante, eu sempre observo as raízes da espadinha de São Jorge.
Se tem alguma parte podre, escura e com cheiro ruim, eu corto com tesoura limpa e deixo cicatrizar antes de voltar para o substrato.
Como fazer muda de espadinha de São Jorge (e multiplicar o vaso)

Depois que eu aprendi como fazer muda de espadinha de São Jorge, nunca mais fiquei com um vaso só. Ela é uma planta muito generosa para multiplicar e, no meu caso, eu uso dois jeitos simples.
1. Divisão de touceira
Quando a touceira está cheia, eu tiro o bloco do vaso, separo em partes com raízes e folhas saudáveis e planto cada pedaço em um novo vasinho com substrato drenante. É a forma mais rápida de ganhar novas espadinhas.
2. Muda por folha
Também faço muda cortando a folha em pedaços. Deixo o corte secar um pouco e planto na posição certa em um substrato leve. A espadinha de São Jorge demora um pouco, mas quando pega, enche o vaso bem.
Em qualquer método, a regra é a mesma: nas primeiras semanas eu seguro a mão na água. Raiz nova de espadinha não gosta de solo encharcado.
Significado da espadinha de São Jorge e o lado espiritual da planta

O significado mais comum da espadinha de São Jorge é bem simples: ela é vista como uma planta de proteção, ligada à ideia de afastar inveja, olho gordo e energia pesada. Muita gente também associa a espadinha à coragem, força e fé, como se fosse um escudo verde dentro de casa.
No meu dia a dia, eu costumo usar a espadinha de São Jorge mini em lugares estratégicos:
- na entrada de casa
- perto da porta do quarto
- em um cantinho de oração ou meditação
Sempre digo que:
Gosto de usar a espadinha em kokedama porque, além de linda, ela reforça essa ideia de raiz protegida. A bolinha pendurada me lembra que a casa inteira está “segurada” e aterrada, como se a planta ajudasse a firmar a energia do ambiente.
Esse lado espiritual não tem comprovação científica, é pura simbologia e tradição. Mas a sensação de casa mais acolhida quando a espadinha de São Jorge entra no ambiente, essa eu percebo na prática.
O que eu aprendi com a espadinha de São Jorge (e não repito mais)

Depois de errar com a espadinha de São Jorge, entendi que o problema não era “falta de mão boa”, e sim excesso de cuidado: água demais, pouca drenagem e confiança demais na fama de planta resistente. Ela não aguenta tudo.
Hoje eu sigo três regras simples com a espadinha de São Jorge:
- não encharcar o substrato
- garantir luz indireta de verdade, não canto escuro
- usar vaso e terra que ajudem a água a sair
Quando acertei isso, a planta encheu o vaso, firmou as folhas e começou a soltar brotos novos. E, se você também se apaixonou pela espadinha, o próximo passo é conhecer o resto da família: no meu guia sobre tipos de espada de São Jorge, eu mostro as variedades mais comuns e as mais diferentes para você escolher a próxima moradora do seu cantinho.
Lá no meu guia sobre tipos de Espada de São Jorge, eu mostro as variedades mais comuns e as mais diferentes, pra você escolher qual vai ser a próxima a morar aí na sua casa. 🌿
Alcino Drehmer é criador do blog Cultivar Jardinagem e jardineiro com anos de experiência prática no cuidado de plantas, jardins e projetos paisagísticos. Após atuar por muito tempo como profissional autônomo, decidiu se dedicar totalmente à missão de compartilhar seu conhecimento com quem deseja aprender a cuidar melhor das plantas e transformar espaços verdes com simplicidade e carinho. Hoje, escreve para o blog dividindo tudo o que aprendeu na prática — com dicas, orientações e ideias acessíveis para todos os níveis de conhecimento. 🌿






